Resenha: Diário de um Banana - Um Romance em Quadrinhos. Jeff Kinney


“Em primeiro lugar, quero esclarecer uma coisa: isto é um LIVRO DE MEMÓRIAS, não um diário.”

Gregory Heffley é um garoto comum que acaba de entrar no sexto ano do ensino fundamental e faz de tudo para se tornar popular na escola, principalmente com as garotas. Greg, como costuma ser chamado, adora jogar videogame e sonha em se tornar rico e famoso. Ele escreve sobre o seu dia a dia em um diário, que costuma chamar de Livro de Memórias, para que quando ele se torne famoso, não precise responder a ‘perguntas bestas o dia inteiro’, segundo suas próprias palavras.


O livro não deixa claro a idade exata de Greg, mas presumo que ele deve ter uns onze anos. Ele mora com seus pais e tem mais dois irmãos, um mais novo e um mais velho. Rodrick, seu irmão mais velho, tem uma banda de Heavy Metal chamada Frawda Xeia e implica bastante com Greg, pregando-lhe várias peças. O desejo de Greg é descontar tudo no irmão mais novo, Manny, mas ele acaba se dando mal, já que Manny é protegido pelos pais. 
Greg tem um melhor amigo chamado Rowley. Rowley é um pouco ingênuo, o que Greg acha ótimo, principalmente porque ele pode pregar todas as peças que o Rodrick usa com ele. Greg se aproveita bastante da inocência de Rowley e isso gera um certo conflito entre eles.



Apesar de aprontar todas com seu melhor amigo, Greg sempre acaba se dando mal. É o Rowley que se dá bem e acaba sendo mais popular que o Greg na escola e também consegue conquistar as meninas.
          No primeiro livro da serie, Greg nos conta sobre o Toque do Queijo. Se você viu o primeiro filme, sabe bem do que eu estou falando. Alguém deixou um pedaço de queijo cair na quadra de basquete da escola e agora quem tocar no queijo fica com o Toque do Queijo e, pra se livrar, a pessoa tem que tocar em outra pessoa e assim por diante. 


"O único jeito de se proteger do Toque do Queijo é cruzando os dedos." 


Greg tem uma conduta um pouco duvidosa, fica querendo tirar vantagem do seu melhor amigo, mas o melhor é que ele nunca se dá bem. O que prova que esse tipo de comportamento não traz vantagem alguma.
Esse é um livro do gênero infanto-juvenil, mas eu recomendo a leitura para todas as idades. Recomendo principalmente para os que não possuem o hábito de ler, por ser um livro rápido e de fácil leitura. *E por ter figurinhas*. Haha!!
O livro é bem engraçado e os quadrinhos contribuem ainda mais com o humor. Me divirto muito com o Greg e o Rowley. Uma vez estava lendo no ônibus (tenho esse hábito) e passei a maior vergonha, porque não consegui controlar o riso. É um livro ótimo para rir e passar o tempo.
Nos outro livros da serie, com o tempo, a história começa a se repetir um pouco,  mas ainda assim é bem engraçado e vale a pena acompanhar para saber em que confusão Greg vai se meter.

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Curiosidades - Diário de um Banana:  



       A serie Diário de um Banana faz tanto sucesso que já tem oito livros lançados:


O lançamento do nono livro está previsto para o dia 4 de novembro de 2014 - Diary of a Wimpy Kid: The Long Haul. 

    A serie também conta com outros dois livros que fogem um pouco da história:
  • Diário de um Banana: O livro do filme – conta tudo que aconteceu para a realização da adaptação do livro para o cinema;
  • Diário de um Banana: Faça você mesmo – vem com atividades para o leitor criar seu próprio diário.                                                                                                                                                                                                                                              E tem também os filmes:
  • Diário de um Banana (O filme);
  • Diário de um Banana 2 - inspirado no livro Rodrick é o cara;
  • Diário de um Banana 3 - inspirado no livro Dias de cão. 


Indico todos!! Diversão e risadas garantidas. ;D


Um abraço e Epa Neném!!!! 

Até mais, Ariano.

Cumpriu sua sentença. Encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo, morre.


          


      Ontem, 23/07/2014, a literatura brasileira ficou um pouco mais pobre. Perdemos Ariano Suassuna.

O escritor, dramaturgo e poeta morreu vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), mas estará imortalizado em suas obras. Dentre as obras mais conhecidas destaca-se O Auto Da Compadecida, que foi transformada em série e, posteriormente, em filme.



Natural da Paraíba, mas Pernambucano de coração, Ariano foi um forte defensor da cultura nordestina, retratava a vida do nordestino de forma realista e com um toque de humor. Também foi um dos precursores do Movimento Armorial, que tem como objetivo criar uma arte erudita a partir de elementos da cultura popular do Nordeste Brasileiro.

Ariano exaltava nossa cultura e dispensava o estrangeirismo. Um exemplo de patriotismo. Ele também adorava futebol e seu time de coração era o Sport Clube do Recife. Vivia vestido com as cores do seu time. Também gostava muito do carnaval de Recife.

Eu conheci a obra de Ariano Suassuna durante o ensino médio. Li ‘A História de amor de Fernando e Isaura’ e adorei debater sobre o livro na aula de literatura. A História de amor de Fernando e Isaura é uma espécie de Romeu e Julieta brasileiro, pois também trata-se de um amor proibido que, impedido de ser vivenciado, encaminha-se para uma tragédia. Mas os detalhes eu conto quando for fazer a resenha do livro. Hehe!!
   
  Eu chamava Ariano de ‘tio’, apesar dele não ser meu parente e não me conhecer. Adorava quando ele dava entrevistas e quando cantava “Madeira do Rosarinho”.

Adoraria ter participado de uma de suas “aulas espetáculo”, mas o mais próximo que estive dele foi quando tive aulas no Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) com uma professora de português, da qual não me recordo o nome, que era sobrinha dele. Eu espalhava para todo mundo que a sobrinha de Ariano era minha professora.

Enfim... O céu deve estar em festa com a chegada de um ser tão iluminado.

   Até mais, Ariano!!! 

1º Trailer de Cinquenta Tons de Cinza



          Aviso logo que não sou fã do livro, juro que tentei ler, mas não me agradou. Mas como sou uma pessoa que preza pela democracia, então vamos à novidade do dia.
     Saiu o primeiro trailer do filme baseado no best seller Cinquenta Tons de Cinza. *As fãs gritam*
       Como não sei o que comentar sobre o livro/filme, vou deixar só o trailer e vocês tirem suas próprias conclusões. =P

O filme estreia em fevereiro de 2015.


Para os pequenos leitores.





Se você é de Recife, tem criança(s) de férias em casa e quer incentivar a leitura dos pequenos de uma forma lúdica, a dica é levar a criançada ao Shopping Recife onde está acontecendo a feira de livros Book Lovers Kids.

“A Book Lovers Kids é uma feira de livros infantis e juvenis que percorre os melhores shoppings do Brasil levando cultura e diversão com muita literatura.



A feira acontece na Praça de Eventos do Shopping Recife até a próxima sexta-feira, 25 de julho, e conta com mais de três mil títulos infantis e infanto-juvenis, com livros a partir de R$ 3,00. O espaço também oferece um confortável espaços para leitura onde a criançada poderá conferir um pouco dos livros antes de comprá-los.
Além de terem acesso às obras, os pequenos também vão se encantar com a decoração inspirada na Turma Bicho de Livro. 

A Book Lovers Kids ainda conta com o divertido “medidor de leitura”, que mostra o tipo de livro mais indicado para a criança de acordo com a sua altura e idade. 
“Com esta atração, queremos incentivar ainda mais o hábito da leitura e estimular essa paixão nos pequenos”, destaca a gerente de marketing do Shopping Recife, Renata Cavalcanti.



         Eu já fui lá e me encantei com a feira. Comprei um livro para meu priminho de 1 ano e ele adorou. Achei a feira fantástica. A proposta de incentivar a leitura desde cedo é muito interessante e o melhor de tudo, os preços são bem acessíveis.

Corre que ainda dá tempo de aproveitar. ;)

#LeiaParaUmaCriança 


Feira Book Lovers Kids
Onde: Praça de Eventos do Shopping Recife
Quando: até 25 de julho
Entrada: gratuita




Resenha: As Crônicas de Nárnia - O Sobrinho do Mago. C. S. Lewis



Se você, assim como eu, conheceu As Crônicas de Nárnia por meio do primeiro filme, O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupas, e se encantou pelos irmãos Penvesie (Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia), saiba que eles não são personagens dessa aventura, pois tudo isso aconteceu muitos anos antes de suas existências.

O Sobrinho do Mago foi o sexto livro de As Crônicas de Nárnia a ser publicado, porém ele é o primeiro na ordem cronológica. O livro fala sobre a Criação de Nárnia e como começaram as aventuras nessa terra fantástica.

“É uma história de maior importância, pois explica como começaram as idas e vindas entre o nosso mundo e a terra de Nárnia. ”

Nessa aventura entram em cena Polly e Digory. Os dois viviam em Londres, apesar de Digory estar infeliz por ter que morar ali, pois seu pai estava na Índia, sua mãe estava muito doente e ele tinha que viver com sua tia Leta e um tio louco.

“- O seu tio é mesmo doido?
- Ou é doido ou então há um mistério nisso. ”

O tio em questão era André, e ele era realmente muito esquisito. Vivia trancado em seu estúdio fazendo experiências secretas com anéis que transportavam qualquer criatura do nosso mundo para outro mundo. Certa vez, Digory e Polly conseguiram entrar escondidos no estúdio de Tio André e quando estavam prestes a sair, deram de cara com o próprio tio André.

“-Duas crianças! Exatamente o que eu mais queria neste momento!”

Polly acabou como cobaia do tio André e, após pegar um anel amarelo, foi parar no Bosque entre Dois Mundos, uma floresta mágica onde existem várias poças d'água no chão que levam a outros mundos. Em seguida, Digory pegou outro anel amarelo e também foi parar no Bosque. Polly estava muito assustada e queria voltar para casa, mas Digory queria explorar os outros mundos e então ele pularam numa poça d'água foram parar em Charn, onde Digory despertou a Rainha Jadis (a Feiticeira Branca), ao tocar um sino. Jadis havia destruído a cidade de Charn após pronunciar a Palavra Execrável, uma analogia à bomba atômica.

"- No lampejo de um instante, uma mulher fez a cidade desaparecer para sempre."

Jadis veio ao nosso mundo quando Digory e Polly tentavam voltar, usando os anéis e criou bastante confusão. Digory tentou levá-la de volta para Charn, junto com Polly. Acontece que, no meio da confusão, tio André, um cocheiro e seu cavalo, Morango, acabaram indo parar em Nárnia no momento em que ela estava sendo criada por Aslam.





“Nárnia, Nárnia, desperte! Ame! Pense! Fale! Que as árvores caminhem! Que os animais falem! Que as águas sejam divinas! ”

O cavalo que estava com eles também começou a falar e se tornou alado, passando a ser chamado de Pluma. O cocheiro foi o primeiro rei de Nárnia, junto com sua esposa, que foi a primeira rainha. Tornaram-se os inesquecíveis Rei Franco e Rainha Helena.

Aslam ordenou que Pluma levasse Digory e Polly às montanhas para que pegassem uma maçã, o fruto da eterna juventude, e a trouxesse. O fruto não poderia ser usado em benefício próprio, porém, ao chegarem às montanhas, a Feiticeira tentou Digory para que ele comesse o fruto e que levasse outro fruto para curar sua mãe. Mas Digory resistiu às tentações e cumpriu sua missão, entregando a maçã para Aslam. Por ter resistido à tentação, Aslam lhe deu um fruto de presente para que sua mãe fosse curada.

"O fruto sempre age, filho, mas não age no sentido da felicidade para aqueles que o arrancam em causa própria."

Polly, Digory e tio André acabaram voltando para o nosso mundo. Digory entregou o fruto a sua mãe e ela se curou. Tio André parou de se meter com feitiçaria.
Digory plantou o miolo do fruto no seu quintal, que transformou-se numa linda árvore. Ela não deu frutos mágicos, mas possuía magia. Quando Digory era um homem de meia-idade, já proprietário de uma mansão no campo, uma grande tempestade derrubou a árvore.

“Como não lhe agradasse a ideia de cortá-la e aproveitar a lenha na lareira, o professor utilizou parte da madeira para fazer um guarda-roupa, que foi levado para casa de campo. ”





E adivinhem só que guarda-roupa era esse? Tan tan tan...

Isso mesmo! Era o guarda-roupa de O Leão, A Feiticeira e O Guarda-roupa. Agora sabemos o porquê de as crianças Penvesie puderem chegar a Nárnia por meio do guarda-roupa. E sabemos também que Digory é o professor que acolheu os irmãos Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia em sua casa.
Muitas coisas são explicadas nesse livro, por essa razão ele é o meu favorito da serie. Poderia muito bem ser o próximo filme, já que muitas histórias são contadas e depois lança-se o filme com o início de tudo. Ainda torço muito para que essa seja a próxima adaptação e não 'A Cadeira de Prata', como vem sendo anunciado.

Dá para perceber que, além de ser um livro de aventura e fantasia, também traz muitos aspectos religiosos. Isso acontece porque C. S. Lewis era cristão e esse tema é abordado de uma forma sutil nessa e nas outras histórias de As Crônicas de Nárnia. Em O Leão, a Feiticeira e O Guarda-Roupa, Aslam fala a seguinte frase:

"No seu mundo tenho outro nome, você precisa aprender a me reconhecer lá"




Dando a entender que Aslam seria o correspondente a Deus no nosso mundo.